Paciente com suspeita de peste bubônica está em hospital em São Gonçalo, no Rio
Reprodução/Google Maps/Agência Brasil

A peste bubônica, ou peste negra, considerada a maior pandemia da história humana, que dizimou pela metade a população da Europa na Idade Média, hoje pode ser curada com um simples antibiótico.

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Segundo o infectologista Paulo Olzon, chefe da disciplina de clínica médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a doença continua sendo potencialmente grave, mas dispõe de fácil tratamento.

“A doença se manifesta da mesma forma como antigamente, afeta o sistema linfático, causando inflamação e necrose dos glânglios, que soltam pus pela pele”, explica.

Mas ele afirma que não há motivo para preocupação. “Não há registro de caso de peste bubônica no país há muitos anos. Hoje é mais fácil tratar peste bubônica do que infecção generalizada”, afirma o infectologista.

País teve um caso em 10 anos

O Brasil registrou apenas um caso da doença nos últimos 10 anos. Foi no ano de 2005, na cidade de Pedra Branca, região serrana do Ceará. 

No momento, um homem está internado com suspeita de peste bubônica no hospital Dr. Luiz Palmier, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A suspeita surgiu após um resultado positivo em exame microbiológico.

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O paciente tinha feridas na pele, mas a bactéria logo foi isolada. No entanto, apesar das feridas, a Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo informou, em nota, que o paciente não apresenta quadro clínico da doença, mesmo assim, todas as medidas de precaução foram tomadas pelo hospital.

Outros exames estão sendo feitos para que o diagnóstico seja fechado, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

O Ministério da Saúde orienta que, em caso de suspeita da doença, o tratamento já deve ser iniciado. “Não se deve, em hipótese alguma, aguardar os resultados de exames laboratoriais, devido à gravidade e rapidez da instalação do quadro clínico. O ideal é que se institua a terapêutica específica nas primeiras 15 horas após o início dos sintomas”, informa.

Doença é causada por bactéria 

A peste bubônica é causada por uma bactéria transmitida pela picada de pulga infectada do rato. A doença não é transmitida entre pessoas, de acordo com Olzon.

O infectologista explica que os sintomas iniciais são os mesmos de qualquer infecção bacteriana, que são febre alta, dores no corpo, fraqueza e sudorese. Ao entrar no sistema linfático, a bactéria provoca inflamação dos gânglios, principalmente na região do pescoço e da virilha, que posteriormente, necrosam, levando à produção de pus que sai pela pele. “Se não tratada, mata em cerca de uma ou duas semanas”, afirma. 

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Embora a peste bubônica não provoque mais pandemias, a doença não foi erradicada do mundo. Segundo o Ministério da Saúde, existem duas áreas consideradas focos naturais da doença: a região Nordeste e a cidade de Teresópolis, no Rio de Janeiro.

No mundo, há registro de 3.248 casos, sendo que 584 evoluíram para morte, entre 2010 e 2015. A peste bubônica ainda é endêmica em Madagascar, na República Democrática do Congo e no Peru, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Os Estados Unidos também apresentam casos da doença, de acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do governo dos Estados Unidos.

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