Casos como o de Giovanna são raros, diz médico
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Submetida a um transplante de coração com apenas 16 anos, a filha do ex-jogador de futebol Vampeta, Giovanna Santos, sofria de uma cardiomiopatia, doença que compromete o desempenho do órgão.

O médico cardiologista Rodrigo Esper, coordenador do serviço de hemodinâmica e cardiologia intervencionista do grupo Prevent Senior, afirma que cardiomiopatias que exigem transplantes em jovens “felizmente são raros”.

“Existem vários tipos de cardiomiopatia. O tipo que necessita da transplante é a cardiopatia dilatada, em que existe perda da função do coração. Com ele dilatado, não tem força para bombear o sangue para a frente.”

Esper acrescenta que “em casos refratários, quando a perda da capacidade de bombeamento é irreversível, pacientes abaixo de 65 anos são colocados como prioridade na fila de transplante”.

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Por provocar insuficiência cardíaca, a doença faz com que os pacientes se sintam muito fracos, com falta de ar, na maioria das vezes sem conseguir realizar tarefas simples do dia a dia.

Ao avaliar o paciente, o médico vai levar em consideração as queixas e também solicitar um ecocardiograma, antes de confirmar o diagnóstico.

O transplante não é a primeira opção de tratamento, sendo feito apenas nos casos em que a medicação para ajudar a fortalecer o coração não têm sucesso.

Quais são as causas?

Entre 20% e 35% dos pacientes com cardiomiopatia dilatada têm como causa da doença fatores genéticos, segundo artigo do cardiologista Thomas D. Stamos, da Universidade de Chicago.

No entanto, alguns vírus podem levar a essa condição, incluindo o HIV. Na América do Norte, a causa mais frequente de cardiomiopatia viral é uma infecção provocada pelo vírus coxsackie B.

Stamos ressalta ainda que a doença de Chagas, causada por uma bactéria, também pode evoluir para cardiomiopatia dilatada.

Tantos os vírus como as bactérias infectam e enfraquecem o músculo cardíaco, que depois se distende. As câmaras do coração aumentam de tamanho e perdem a capacidade de bombeamento.

Outras causas de cardiomiopatia dilatada, segundo o cardiologista norte-americano, incluem doenças hormonais crônicas, como diabetes tipo 2 que não esteja sob controle, doença tireoidiana mal-controlada, obesidade mórbida, frequência cardíaca rápida e persistente, abuso de álcool, cocaína e alguns tipos de medicamentos.

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